A reação cidadã

Por Sergio Vidal, da Central de Informações ANANDA (CIA)

O Brasil é um país marcado por imensas desigualdades. Sociais, econômicas, políticas, mas uma das principais e mais graves é a desigualdade de acesso à Justiça. A Justiça, um conceito tão caro à manutenção das chamadas Democracias Modernas, deveria ser um poder distribuído de forma democrática e igualitária. No entanto, atualmente está restrita somente àqueles que conseguem ter acesso aos operadores do Direito, figuras que muitas vezes se mantém distantes e inacessíveis. Nesse contexto, a impunidade é atualmente considerado um dos “monstros” mais perniciosos da diversa “fauna” da Justiça brasileira.
Por mais que neguemos e que adotemos apenas a postura de sair por aí afirmando: “O que é o que o governo tem feito sobre isso?”; “A culpa é do Governo”; “A culpa é da falta de Leis”; “A culpa é da Justiça”, ainda nos restará uma fatia de propriedade neste latifúndio.
É claro que não se quer afirmar que todos estamos de acordo com as injustiças cometidas por aí. Não se trata disso. Mas devemos ser honestos conosco e admitir que a impunidade, esse “parasita”, é muitas vezes alimentado por nós mesmos, quando nos omitimos em casos que poderíamos denunciar. Quando deixamos de dar queixa por receio de retaliações, ou apenas por apatia ou achar que o assunto “dos outros” não nos diz respeito.
Há alguns dias estamos aqui nesse Blog relatando o caso de Robson, rastafari que foi agredido por portar sua erva Sagrada e que não apenas se recusou a cumprir a pena por porte, como está processando o Estado pelas agressões sofridas. Esse é um caso de um cidadão corajoso que tem exigido e praticado a Justiça a todo custo.
Outro caso recente nos chamou atenção. Não lembro de nenhuma outra notícia de caso parecido, desde quando comecei a acompanhar notícias relacionadas ao tema, há 7 anos atrás. Trata-se de cidadãos que tiveram suas casas invadidas e revistadas durante uma Operação Policial no bairro de Santa Cruz, que deram queixa por invasão e vandalismo. Procuramos acompanhar também as notícias desse caso na medida do possível.
O caso do Policial Civil assassinado também não pode ficar impune. E, pelo que vemos , se depender da mobilização política dos seus colegas, os culpados serão submetidos à Justiça.
Esperamos que esses casos em que cidadãos têm se mobilizado para exigir da Justiça um tratamento adequado à abusos cometidos por policiais sirva de exemplo para toda a sociedade baiana e brasileira.
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