SP terá escola para formar especialistas de saúde em drogas

Hospital das Clínicas vai oferecer nova residência a profissionais e atuação será nas comunidades onde vivem os dependentes

O Hospital das Clínicas de São Paulo, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), elaborou um novo conceito de atendimento ao dependente químico, o calcanhar de Aquiles da saúde mental nas redes públicas e privadas atualmente.

Com investimento inicial de R$ 11 milhões, um prédio será construído atrelado ao Instituto de Psiquiatria do complexo hospitalar, na zona oeste da capital paulista, com o triplo objetivo de formar profissionais especializados, fazer pesquisas sobre dependência química e ainda atender aos casos mais complexos nesta área da medicina.
Hoje, uma das principais deficiências no setor é a falta de mão de obra gabaritada para tratar estes pacientes, crítica já expressada pelo próprio Conselho Federal de Medicina (CFM).
O Hospital das Clínicas agora vai oferecer residência em saúde para assistentes sociais, enfermeiros e psicólogos e, com isso, pesquisar novos modelos de atendimento.

“A grande menina dos olhos do novo projeto é que estes profissionais não médicos e especializados terão uma atuação social com relação aos usuários de drogas”, afirma o psiquiatra Arthur Guerra, o coordenador do novo serviço do HC.
“As equipes vão à comunidade em que o dependente vive, promovendo atividades com as famílias, atuando com relação aos problemas de desemprego, cultura, lazer. Será um atendimento itinerante”.
O novo prédio contará com 40 leitos de internação, destinados aos casos mais complexos – crises de abstinência severas, violência e dificuldade de intervenção – sendo 30 deles para adultos e 10 para crianças e adolescentes. No ambulatório, a capacidade de atendimento será de 14 famílias por dia. O projeto já está em andamento e a previsão de conclusão é de dois anos.
Levantamento feito pelo iG no banco de dados do Ministério da Saúde reforça a necessidade de mais leitos específicos para a área da dependência química. Só entre janeiro e novembro do ano passado, 52 mil pessoas precisaram ser internadas em unidades hospitalares do sistema público, por conta das sequelas do uso nocivo de álcool. Por falta de unidades especializadas, estas pessoas ficam misturadas com os outros pacientes, hospitalizados pelas causas mais diversas: problemas cardiovasculares, acidentes e doenças crônicas, entre outras.

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