Senad evita a colheita de mais de 300 toneladas de maconha na fronteira

Agentes da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), do Paraguai, estão desenvolvendo mais uma força-tarefa visando a erradicação de lavouras de maconha na região de fronteira com o Brasil. Até este sábado pela manhã mais de 100 hectares da droga foram destruídos, evitando a colheita de mais de 300 toneladas da droga e causando um prejuízo de mais de US$ 3 milhões aos traficantes. As lavouras foram identificadas com sobrevôos de helicóptero e estavam situadas a cerca de 70 quilômetros da divisa com Ponta Porã.

Conforme as informações repassadas pela Senad, o trabalho faz parte da operação “Nova Aliança I – 2011”, contando com apoio da Polícia Federal do Brasil. Os agentes paraguaios recebem reforço logístico da Força Aérea do país vizinho, que cede helicópteros para sobrevôo na região para identificar as lavouras de maconha e também para transportar os agentes que cortam os pés de maconha com facões.

De acordo com as autoridades paraguaias a operação demonstra mais uma vez que é preciso reforçar a cooperação com os países vizinhos, principalmente com o Brasil, para erradicar a maconha. A estimativa é de que mais de 80% da maconha produzida em território paraguaio depois de colhida é enviada para abastecer facções criminosas no Brasil, principalmente os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

O promotor de justiça, Justiniano Cardoso, que acompanha os policiais nas incursões nas lavouras de maconha, disse que provavelmente o entorpecente se fosse colhido sairia da fronteira para o Rio de Janeiro. Numa reserva ambiental situada em Bella Vista Norte, os policiais conseguiram erradicar 17 hectares da droga, que renderam em média 51 toneladas. A lavoura estava em ponto de colheita.

Já na quinta e sexta-feira os trabalhos ficaram concentrados na localidade de Sarambi, distante 70 quilômetros da divisa de Ponta Porã com Pedro Juan Caballero. Até neste sábado, os policiais já tinham erradicados 101 hectares de maconha, que se fosse colhidos renderiam cerca de 303 toneladas. A Senad calcula que a força-tarefa policial já causou um prejuízo superior a US$ 3 milhões para as quadrilhas de traficantes que agem na região.

Além dos 101 hectares de lavouras destruídos, os policiais também destruíram 14 acampamentos que serviam de abrigo para os traficantes e para armazenamento de drogas, além de 10 prensas de madeira, utilizadas para transformar a maconha picada em formato de tabletes de cerca de 1 kg cada.

 Helicóptero
De acordo com a Senad a erradicação das lavouras de maconha só é possível com o auxílio de helicópteros, já que as plantações normalmente são feitas no meio de reservas ambientais, locais de difícil acesso. Um helicóptero da Força Aérea do Paraguai fica a disposição para levar e buscar os agentes da Senad que atuam nessas operações especiais.
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2 Respostas para “Senad evita a colheita de mais de 300 toneladas de maconha na fronteira

  1. ∞ obrigado pela notícia…∞ o único que não compreendo é a redundancia [negativa] com a palavra droga… principalmente porque vc está falando de plantas e não de substâncias… cuidado para não alimentar a ignorância alheia, por favor!∞ um abraço…@HempMayas@dbalieiro

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